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domingo, 10 de julho de 2011

Uma metáfora para um Lama



Lama é o mesmo que professor no budismo tibetano, um professor do Dharma (do sânscrito) , que são os ensinamentos que levam a iluminação.
Ou ainda guru! Que  também é o mesmo que professor só que em sânscrito ! 
Já a iluminação é papo prá muitas outras conversas...

Resolvi falar sobre isso porque essa semana fiquei sabendo que o Dalai Lama ( ou ainda Tenzin Gyatso) vem para o Brasil. Ele estará em São Paulo nos dias 15 a 17 de setembro deste ano, o que me causou grande alegria.

Mais detalhes da visita do Dalai Lama e sua biografia podem ser encontrados aqui ó:

Sua Santidade o  Dalai Lama não é só um líder religioso. Além de nobel da paz (1989) e de símbolo político da libertação do Tibet, nos últimos anos um grande número de universidades e instituições em todo o mundo têm lhe conferido Prêmios da Paz e títulos de Doutor Honoris Causa, em reconhecimento pelos seus escritos sobre a filosofia budista e sua liderança a serviço da liberdade, da paz e da não-violência. Um desse títulos, o de Doutor, foi conferido pela Universidade de Seattle, em Washington, EUA.

O seguinte resumo da menção dessa Universidade reflete a estatura de Sua Santidade: "No reino da mente e espírito, o senhor se distinguiu na rigorosa tradição das universidades budistas, alcançando o Grau de Doutor com as mais altas honras, com a idade de 25 anos. No âmbito de assuntos diplomáticos e governamentais, não obstante, o senhor encontrou tempo para lecionar e registrou de forma escrita seus sutis insights sobre filosofia e o significado da vida contemplativa no mundo moderno. Seus livros representam uma contribuição significativa não somente para o vasto corpo de literatura budista, mas também para o diálogo ecumênico entre as grandes religiões mundiais. Sua própria dedicação à vida monástica e contemplativa tem alcançado a admiração não somente por parte dos budistas, mas também dos meditadores cristãos, incluindo o monge Thomas Merton, cuja amizade e conversações com o senhor eram extremamente férteis."


Seu exemplo de integridade é algo que não se pode questionar. Embora o próprio povo tibetano já o tenha questionado por achar seus métodos pacíficos demais principalmente se formos a fundo nas atrocidades que tem sido impingidas ao povo tibetano desde que a China de Mao Tsé Tung (1950) resolveu invadir o Tibet.

 Mas...claro, a história é um pouco mais comprida do que a que eu contei. De qualquer forma só quando compreendemos a complexidade de atos e até mesmo de pensamentos, e só quando entendemos a vida além das coisas comuns é que passamos a entender melhor suas atitudes, afinal, "olho por olho e dente por dente e o mundo acabará cego".

Em 10 de Dezembro de 1989, Sua Santidade aceitou o prêmio Nobel em nome de todos os oprimidos no mundo e daqueles que lutam pela liberdade e trabalham pela paz mundial e pelo povo do Tibet. Em suas considerações, disse: "O prêmio reafirma a nossa convicção de que com a verdade, coragem e determinação como nossas armas, o Tibet será libertado. Nossa luta deve permanecer sem violência e livre de ódio."



O mais interessante disso tudo são os rumos inesperados que as coisas tomam...Vejam só:

Tenzin Gyatso tinha 15 anos quando a China invadiu o Tibet, e acabou  forçado a assinar um acordo em que abria mão da soberania do país desde que a China respeitasse os direitos e a liberdade de culto do povo tibetano. Adivinha se isso aconteceu?

Adivinhou certo. Não, claro!


Então em março de 1959 o povo se rebelou, e Lhasa  a capital do Tibet foi totalmente arrasada. Exilado mais uma vez, sua Santidade foi recebida na Índia, em Dharamsala, aonde reside até hoje e aonde seus apoiadores fundaram o Governo Tibetano no exílio.
No final das contas, tanto o Dalai Lama viajou e pregou que hoje há centros tibetanos no mundo inteiro. Prá completar, justamente no ano em que ganhou o Nobel da Paz, (após o massacre na praça da Paz Celestial), a questão da independência do Tibet ficou conhecida no ocidente.


Uma das principais lições do budismo é a questão da impermanência. Ela nos diz que todas as coisas estão em constante transformação. Entretanto, podemos nos tornar imortais através dos nossos atos e pensamentos. 


Fico muito feliz ao compreender que ainda que Sua Santidade morra hoje, seus ensinamentos ficarão espalhados pelo mundo todo, e continuarão beneficiando a todos os seres,
e  que sempre haverão muitas pessoas que, como o Leoni diz na música,

Continuarão
"Regando seu jardim,
até ele voltar..."


"Enquanto a noite passar por mim
Eu rego seu jardim
até você voltar..."



Termino este post com um dos versos preferidos de sua Santidade e que sempre me tocou profundamente:

Enquanto perdurar o espaço,
Enquanto persistirem os seres sencientes,
Que eu também possa permanecer
Para dissipar as desgraças do mundo."
                                                  Shantideva




BOLO DE LARANJA
COM COBERTURA DE GOIABADA


Ingredientes:
  • 4 colheres (sopa) de Margarina (100 g)
  • 2 xícaras de açúcar (360 g)
  • 4 ovos (200 g)
  • 3 xícaras de chá  de farinha de trigo (450 g)
  • 1 xícara de chá de suco de laranja (250 ml)
  • 1 colher de fermento em pó (10 g)
  • margarina e farinha de trigo para untar e polvilhar a forma

Modo de Preparo:

Na tigela da batedeira, bata em creme a margarina com o açúcar e as gemas. Sempre batendo, adicione a farinha de trigo, alternando com o suco de laranja. Por último, junte o fermento em pó e as claras previamente batidas em ponto de neve, misturando delicadamente.
Despeje a massa em uma forma redonda, com orifício central, untada e polvilhada, e leve ao forno pré-aquecido, em temperatura moderada (180 graus Celsius) por aproximadamente 35 minutos.


Cobertura de Goiabada:
  • 1 xícara (chá) de goiabada picada (200 g)
  • 5 colheres de água
Junte a água a goiabada e leve ao fogo até dissolver. Cubra com esta cobertura com o bolo ainda quente.


Dica:
Você pode usar suco de caixinha pronto que também fica muito gostoso!

Este post vai especialmente para minha querida amiga e seguidora, a Nariel, que hoje ainda me cobrava carinhosamente por eu não atualizar o blog. Peço desculpas pelo blog ter ficado tanto tempo "às moscas", mas com o final de semestre acabei não conseguindo atualizá-lo por falta de tempo mesmo.
Nariel! Muito obrigada viu? Nem imagina a honra e a satisfação que foi  saber que você me "lia" há tanto tempo! Espero que nossa amizade cresça juntamente com a amizade das nossas filhas.

A Duda estava uma caipinha linda !!! Aliás, todas as crianças estavam lindas!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Boff e Dalai Lama: qual a melhor religião?

Um diálogo entre o teólogo e pensador brasileiro Leonardo Boff e o Dalai Lama:


“ No intervalo de uma mesa redonda sobre religião e paz entre os povos da qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:

- Santidade, qual é a melhor religião?

Esperava que ele dissesse: “É o Budismo tibetano”, ou “São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo”.


O Dalai-Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos – o que me desconcertou um pouco, porque eu sabia da malícia contida na pergunta – e afirmou:
  
- A melhor religião é aquela que te faz melhor.

Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:

- O que me faz melhor?
E ele respondeu:

- Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável... A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião.
Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável.”


Leonardo Boff em Espiritualidade – Um caminho de transformação
 
Que delícia isso !
O Dalai Lama e Leonardo Boff juntos na mesma mesa...
Isso é um sinal dos tempos, sem dúvida!
De tempos de maior compreensão, aceitação, compaixão e porque não dizer: evolução e paz!
Afinal, antropologicamente falando, o que nos diferencia do "outro" é apenas o lugar que nascemos, nossa condição cultural.
 
 A verdadeira religiosidade é aquela que compreende a diferença, que acolhe, não exclui.
Mas que compreende que no final das contas todos os seres buscam as mesmas coisas: livrar-se do sofrimento e a busca pela felicidade.
É por isso que se ficarmos bem atentos poderemos perceber as semelhanças entre o cristianismo e as filosofias orientais, como o budismo tibetano por exemplo, já que este é precursor do cristianismo.

Penso que assim como existem vários tipos de comida que agradem a vários paladares diferentes, com as religiões acontece o mesmo.

As pessoas são diferentes, nascem em contextos diferentes, com anseios e variações de inquietude na alma.
Porém todos nós fazemos parte da mesma "humanidade", e uma verdade incontestável é o fato de que cada ser afeta o todo, já que existe uma interdependência  de pensamentos e ações.

A verdadeira religiosidade é aquela que existe dentro de nós, que independe de ritos, mas que é feita de valores que se apresentam consubstanciados com o próprio ser.
É o que você é, seus valores.
Não é preciso que ninguém diga o que é certo ou errado. Nem é preciso leis ou mandamentos.

A religiosidade está em você como um jeito de ser e agir. E você não deixará de fazer ou fará coisas só porque existe uma lei ou moral que te diz o que fazer, mas porque esse é o único jeito que você consegue ser.
.
 



Pão de queijo (3 ingredientes)





Ingredientes:

1 copo de (requeijão) de polvilho doce

1 copo de (requeijão) de queijo curado ralado

1 caixa de creme de leite





Modo de fazer:

1.Amasse tudo com a mão


2.Faça as bolinhas


3.Asse em forno pré - aquecido a 200°