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domingo, 19 de agosto de 2012

Deixe que o amor seja sua religião

Dia desses, enquanto conversava com duas amigas no intervalo de um curso, me chamou a atenção um pingente que uma delas usava.

Era como se o pingente tivesse prendido meu olhar, fixando-o no pescoço dela na tentativa de decifrar o seu significado. Como eu não pudesse mais disfarçar minha curiosidade, achei melhor perguntar. Ao que ela responde em um tom solene e de alguém que fala de algo muito sagrado para si:
“- É um símbolo budista. Eu não sei muito bem o que significa, mas sei que é um símbolo budista! Aqui dentro está escrito Deus.”
Eu sem poder conter o riso, prontamente respondo :
“- Nossa! É mesmo? Eu sou budista mais nunca tinha visto este símbolo! Não tem Deus no budismo!”
Dando-se conta do que tinha dito, ela mesma riu comigo.
O budismo nem chega a ser considerado religião. Entretanto, talvez pelo caráter da presença de rituais, pode também ser considerado religião sim. Mais isso nem chega a ser importante. O importante no budismo é a liberdade. Religião ou não, é com certeza o que existe de mais livre.
Entretanto, o mais lindo disso tudo, foi o que essa amiga disse depois.
Ela emendou se justificando, rindo e ao mesmo tempo muito sem graça:
“- Realmente não sei o que significa o pingente. Ganhei de um amigo e nunca mais tirei do pescoço, ele é budista.”
Bom, nesse caso querida, o fato de ser religião ou não, de ser budismo, cristianismo, hinduísmo ou seja lá o que for, perde completamente a importância.
Essa atitude dela foi à coisa mais linda que eu já vi na vida. Ela nem se importava com o significado do pingente,talvez nem tenha se perguntado até aquele momento. Afinal, fora dado por alguém que significava muito mais do que o próprio significado do símbolo.
O pingente era a representação simbólica da própria pessoa que deu a ela o colar. Ele era sagrado, a própria personificação do amor e da religião.

Proponho uma reza na voz de Maria Gadú.
Uma perfeita oração de amor.
Uma canção rezada.
Essa reza é prá você e para mim também.
Amém.

Amor de Índio
Milton Nascimento
Composição: Beto Guedes, Ronaldo Bastos

Tudo que move é sagrado
E remove as montanhas
Com todo cuidado, meu amor
Enquanto a chama arder
Todo dia te ver passar
Tudo viver ao teu lado
Com o arco da promessa
No azul pintado pra durar

Abelha fazendo mel
Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir teu calor
E ser todo
Todo dia é de viver
Para ser o que for
E ser tudo

Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho
É mais que sagrado, meu amor
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E alimenta de horizontes
O tempo acordado de viver

No inverno te proteger
No verão sair pra pescar
No outono te conhecer
Primavera poder gostar
No estio me derreter
Pra na chuva dançar
E andar junto
O destino que se cumpriu
De sentir teu calor
E ser tudo

Mousse de Chocolate Branco
Ingredientes:
·         2 xícaras (chá) de morangos picados
·         5 colheres (sopa) de açúcar
·         2 colheres (sopa) de suco de limão
·         1 xícara (chá) de minissuspiro
·         200g de chocolate branco picado
·         1 xícara (chá) de ricota fresca esmigalhada
·         1 lata de creme de leite


Modo de Fazer

Bata no liquidificador o morango, 4 colheres (sopa) do açúcar e o suco até obter ponto de geleia. Leve a geleia ao fogo baixo com o açúcar restante, deixe ferver por 4 minutos, mexendo de vez em quando, e deixe esfriar antes de utilizar. Divida os minissuspiros no fundo de 4 taças individuais e cubra com a geleia. Derreta o chocolate em banho-maria e bata no liquidificador com a ricota e o creme de leite. Despeje sobre a geleia e leve à geladeira por 2 horas. Se desejar, decore cada taça com um morango inteiro.