quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Meu presente de Natal prá você...

Pensei em tantas coisas prá te dar...queria que fosse perfeito meu presente...

Percebo agora que o único presente  que eu posso te dar neste momento  é o mais singelo mas também o mais verdadeiro.

Te entrego agora todo meu carinho, todo meu amor.







Um amor que tentou ser compassivo todo esse tempo mas  que mesmo não conseguindo todas as vezes...
Sempre!!
Todo o tempo foi o mais intenso e sincero em cada segundo !
Da maneira que pôde ser, naquele momento...
Mas que agora esse amor se desprende fácil de mim e permeia todos que eu tanto amei e amo de tantas formas!

Se eu pudesse te dar um presente deixaria a compreensão de que todas as coisas mudam,
que não é preciso ter medo,
não há sofrimento quando se sabe que essa é simplesmente a lei da vida.
E que as mudanças acontecem porque tudo tende à evolução, como você ...e eu.

Que o amor que se tem deve-se dá-lo sem medida, a qualquer pessoa, qualquer ser que se encontre, da mesma forma, seja ele um amigo ou ainda um desconhecido.

 Porque todos nós somos parte de um todo, e cada ato isolado tem relação direta com esse todo. Tudo o que se faz afeta de alguma forma o mundo que vivemos.

 Nada existe isoladamente, e para que se tenha um mundo melhor e mais feliz é preciso que cada um pense no outro como sendo parte de si mesmo. É como quando se joga uma pedra em um lago, todas as ondas se agitam a partir do centro afetando tudo a sua volta. Cada ação, todo pensamento, tem uma reação no mundo em que vivemos.
Então, para que eu e você tenhamos uma vida melhor e mais feliz:

 É preciso que todo o sentimento de bondade, compaixão e amor  brotem primeiro dentro de nós mesmos.

Que nosso atos sejam sempre o de encontro,
de amor compassivo, que dá sem nada pedir em troca.

Que as dificuldades sempre sejam encaradas como desafios na busca pelo aperfeiçoamento humano e evolução do ser.

Que você tenha uma felicidade calma, que não precisa de estímulos artificiais para existir, mas que está sempre presente independentemente da situação, porque é baseada na sabedoria de saber que tudo acontece em perfeita sincronia com o universo.

Que a verdade seja sempre a primeira e a última alternativa em qualquer situação porque errar todo mundo erra, mas a diferença está em assumir os próprios erros.

E queria desejar ainda, que você saiba perceber os momentos especiais da vida, no momento em que os estiver vivendo, e não depois, mais tarde, quando lembrar com nostalgia daquele tempo que se foi, e em que você irá dizer: "-Puxa! Como foram bons aqueles tempos! Como eu era feliz!"

Dessa forma, que eu possa então saber que terei hoje meu desejo de presente prá você realizado.
Que eu saiba, que, aonde você estiver, você estará tendo:

Um Natal muito feliz, junto daqueles que te amam!

Cheio de paz!

Transbordando de amor!

Com todo meu afeto

Uci







Deixo aqui como sugestão uma Árvore de Balas muito fácil de fazer.

Materiais:

  • 1 cone de isopor


  • 2 pacotes de bala de morango


  • pistola de cola quente


  • uns 3 tubinhos de cola quente

Modo de fazer:

Vá colando as balas no cone de isopor começando pela base tomando o cuidado de não deixar o cone à mostra. Use a cola quente para colar as balas.
Preencha todo o cone com as balas. E pode-se colocar uma fita em cima para dar o acabamento.








domingo, 20 de dezembro de 2009

Amor à distância



Curta mostra, sem falar uma palavra sequer, como é possível expressar o sentimento mais nobre do mundo .
E já que não é preciso nenhuma palavra, não irei falar nada mesmo.
Até porque ando meio sem palavras, coisa rara de me acontecer aliás, já que eu sempre tive opinião exata sobre absolutamente tudo.

Deixe carregar todo o filme primeiro para depois assistir, senão ele não passa inteiro ok?


Quanto ao yakisoba, três segredinhos de amiga verdadeira:

1. Não cozinhe muito o macarrão, deixe meio durinho, senão na hora de fritar na wok ele irá desmanchar.

2. O uso da wok não é opcional. Só com essa panela, os legumes ficarão com a textura perfeita, cozidos, mas não muito, com crocância ainda.

3. Não seja boba, você não achou que eu, uma mulher moderna e trabalhadora deste Brasil varonil, com filha e tudo e praticamente sem tempo nem pra fazer a unha, iria descascar e picar todos estes legumes né? Faça como eu e compre tudo pronto ! Todos os supermercados tem legumes processados e limpos, prontos pra consumo.
Ah! Não conte prá ninguém mas a carne também comprei já em tiras. Mas isso é um segredo nosso !




YAKISOBA

















Ingredientes:

3 colher(es) (sopa) de óleo de soja
400 gr de contrafilé em tiras
100 gr de couve-flor em pedaços pequenos
1 unidade(s) de cenoura em tiras
100 ml de shoyu
1 unidade(s) de pimentão verde em cubos médios
1 unidade(s) de cebola em cubos médios
100 gr de champignon em conserva
3 pacote(s) de macarrão tipo lámem


Na wok coloque o óleo de soja, doure a carne. Coloque a couve-flor, cenoura, o molho de soja, a cebola, o pimentão, champinhons e por último o macarrão, pré cozido, corrija os temperos e sirva.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Me deixe só ...até a hora de voltar...

Pensando ainda na impermanência das relações...

E percebendo que, mais do que entender isso, finalmente posso deixar ir...
Sem sofrimento...
Nenhuma prisão...
Nada.
Só a vontade de ser mais feliz... e de fazer muito mais feliz também.

Nenhuma  expectativa...
E, derepente...
De onde menos se espera...
Na hora em que menos se espera...
Lá esta ele...

Como já dizia Leminski:



" Nada foi feito o sonhado
Mas foi bem vindo
Feito tudo
Fosse lindo"





Então, foi só deixar acontecer, nada a falar... não foi preciso...
Só o sentir... todos os vazios sendo preenchidos.
E uma leveza depois de tudo.
Nada mais
Só escutar a Marisa Monte , que diz tudo.
E essa felicidade calma...






Bombom com recheio de Morango


Ingredientes:

•1 lata de leite condensado

•1  ovo

•1 colher (sopa) de farinha de trigo

•1 colher (sopa) de doce de leite

•1 colher (sopa) de margarina

•200 gr de chocolate meio amargo

•morangos

Preparação:

Lave os morangos, retire o cabinho e seque. Reserve. Coloque todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo. Apure como brigadeiro, até soltar da panela. Espere esfriar. Envolva os morangos um a um com esta massinha, se estiver grudando, coloque um pouco de açúcar nas mãos. Derreta o chocolate e dê banho nos bombons.


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Relacionamentos fluídos e o cativar



Nem lembro a primeira vez que li o livro "O Pequeno Príncipe" de Exupéry, deve ser sido na adolescência, ou antes até.
De lá pra cá já li muitos outros livros. Aliás, meu maior vício, todo mundo sabe.
Mas ainda  surpreendo-me com a sabedoria aparentemente simples deste livro, e surpreendo-me comigo mesma a emocionar-me todas as vezes que o leio.
E acreditem-me, já o fiz várias outras vezes, perdi a conta até.
Incrível também é perceber como a mensagem do livro se modifica a medida que amadureço, e a cada nova etapa pela qual passo.




"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa."


Neste mundo tão moderno, de msn, orkut e muitos outros sites de relacionamento, é comun as pessoas terem adicionadas aos seus perfis as vezes mais do que 500 contatos. Entretanto, não conseguimos manter relações duradouras com tanta gente, sendo que o  número de contatos pode ser inclusive inversamente proporcional à solidão que se sente.

Quase sempre toda esta tecnologia não é capaz de preencher o vazio da ausência, e igualar-se ao prazer do contato, do estar junto.

Nada é capaz de substituir o abraço. O abraço de amigo... o abraço de consolo, que chega sem nem mesmo precisar dizer nada mas que ao mesmo diz tudo que é preciso naquele momento.
Ou ainda o abraço afetuoso... ou de paixão... enfim, todos os tipos de abraço.


Impossível percebermos através de uma tela fria, a linguagem do corpo, aqueles movimentos que dizem sem dizer uma palavra, e  sentir todos os cheiros...perceber as energias...


Nestes tempos  de relações tão fluídas e descartáveis, esta mensagem não poderia ser mais urgente...


"A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!"



Mini Bolo de Pêssego .





Ingredientes:
  • 1 xícara (chá) de óleo
  • 3 ovos
  • 1 xícara e meia (chá) de açúcar
  • 2 xícaras e meia (chá) de farinha de trigo
  • 1 xícara (chá) suco de soja sabor pêssego
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó
  • açúcar de confeiteiro para polvilhar



Modo de Preparo:

Em um liquidificador, bata o óleo com os ovos e o açúcar até ficar um creme fofo. Desligue, junte a farinha, o suco de pêssego e o fermento e misture bem até ficar homogêneo. Coloque em forminhas de papel n° 0 dentro da forma para cupcakes. Leve ao forno médio-alto (200°C), preaquecido, por cerca de 30 minutos ou até ficar dourado. Desenforme e sirva decorado com o açúcar de confeiteiro e com o pêssego

Curiosidade:

Pêssego vem da palavra latina “pérsica”. Ele foi dado à fruta pelos antigos gregos e romanos, já que eles acreditavam ser uma planta vinda da Pérsia.





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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Para todas as meninas com uma flor...

PARA UMA MENINA COM UMA FLOR



Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado.

E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram
sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas
estrangeiras.

E porque você sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano, e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar.

E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido.

E porque você tem um rosto que está sempre um nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, parecendo uma santa moderna, e anda lento, e fala em 33 rotações mas sem ficar chata.

 E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der uma paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.

E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca.

 E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho.

 E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas.

E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando.

E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.

E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê.

E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada",a fim de que, quando eu morrer, você, se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse cantando sem voz aquele pedaço que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.

E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonha - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa.

E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfeitando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobre tudo porque você é uma menina com uma flor.

Vinícius de Moraes



Muffin de Banana e Iogurte





Esta receitinha fica uma delícia e é super fácil de fazer!! Nem usa batedeira menina!!
Corre lá fazer !!!! Vai!!!! Agora!!!!


Ingredientes



  • 2 ovos batidos
  • 1 copo de Iogurte Natural Integral
  • 100 g de manteiga manteiga derretida
  • 3 bananas-nanicas picadas
  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 2 xícaras (chá) de açúcar
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó
Modo de Preparo

Em uma tigela, misture os ovos levemente com o Iogurte, a manteiga derretida e as bananas.
Misture bem a farinha, o açúcar e o fermento até ficar uma massa homogênea. Distribua a massa em formas de papel para empada (7cm de diâmetro). Coloque em uma assadeira e leve ao forno médio-alto (200°C), preaquecido, por cerca de 30 minutos ou até dourar. Sirva.

Dica: Para garantir que os muffins mantenham seu formato ao assar, coloque as forminhas de papel dentro de formas de alumínio para empada ou forma própria para colocar os muffins.





segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Cupcake de cenoura com chocolate e as mulheres apaixonadas



Ouça o post ouvindo a música e ....deixe-se levar...







Conheci um certo bloguinho tempo atrás (que aliás, de inho não tem nada, tem mesmo é tudo de ÃO), e o post de hoje, não tem jeito, tem que ser do Gitti, do início ao fim...

http://nao2nao1.com.br/mulheres-apaixonadas/


Vejam só o que ele fala das mulheres, e não se apaixonem se puderem.
Se conseguirem, me contem como, porque é impossível não se apaixonar pelas palavras, poéticas, bem escritas, inteligentes.


Sinta, só sinta,
a poesia
o gosto
do chocolate
e de estar apaixonada
sempre
...



E, como diz o Gitti:


http://nao2nao1.com.br/mulheres-apaixonadas/

"Mulheres, queridas, avancem sobre o tiramissu, saltem ao nosso redor, nos incitem, nos provoquem. Liberem a risada, sejam deliciosas, cantem de longe, desafiem esses meninos que andam sonolentos por aí."




Quero parar tudo para te contar uma novidade amiga. Estou amando! O amor mais cor de rosa Quick do mundo. Gosto bom de tiramissu ou geléia de damasco. Ouço Zeca Baleiro e Nando Reis o dia todo. Estou boba, vesga, louca e feliz.

Passaria o dia bebericando um mojito e falando sobre meu amado para desconhecidos se não fosse o ridículo de tal situação. Eu o conheci em novembro e o achei completamente desinteressante. Mas ele sorriu, pegou na minha mão e disse que estava me esperando… Assim meio como quem não tem nada para fazer, eu aceitei ser conduzida. E como ele dança! E como ele conduz! Ele me conquistou por me possibilitar sentir a energia feminina dentro de mim fluir sem ressalvas. Eu pude ser mulher novamente e, cara, como é bom ser mulher!



Estou vivendo o êxtase da redescoberta de mim mesma pelos olhos masculinos. Não consigo olhar para os olhos dele. Fico ruborizada, me sinto despida, tenho medo. Um delicioso medo sabor algodão doce. Devaneio imaginado nosso proximo encontro e me pego mais produtiva e centrada no trabalho do que nunca fui. Minha energia vital parece ter crescido.



O estranho é que já me senti assim antes mas nunca me senti assim de maneira tão tranquila. Não há temores, só entrega. Estou livre para ficar presa. Parece loucura?”






CUPCAKE DE CENOURA COM COBERTURA DE CHOCOLATE




 




Ingredientes

  • 2 ovos batidos
  • 1 copo de óleo
  • 100 g de manteiga manteiga derretida
  • 2 cenouras
  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 2 xícaras (chá) de açúcar
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó


Modo de Preparo

Bata as cenouras com o óleo no liquidificador e reserve.
Misture   os ovos levemente com  a manteiga derretida e  e junte as cenouras batidas com o óleo.


 Misture bem a farinha, o açúcar e o fermento até ficar uma massa homogênea. Distribua a massa em formas de papel para empada (7cm de diâmetro) ou em fôrma própria para se assar cupcakes. Coloque em uma assadeira e leve ao forno médio-alto (200°C), preaquecido, por cerca de 30 minutos ou até dourar. Sirva.

Cobertura de chocolate:

Aqueça em uma panela  uma lata de creme de leite. Adicione 1 tablete de chocolate de sua preferência picado. Retire do fogo, mexendo até ficar homogêneo. Cubra os cupcakes com esta cobertura.




Dica:
Para garantir que os cupcakes mantenham seu formato ao assar, coloque as forminhas de papel dentro de formas de alumínio para empada ou dentro de uma fôrma própria para se assar cupcakes.





Fechada prá balanço - Gestando Idéias







Nem sei se devo desculpar-me pelo tempo que não postei aqui.

Talvez devesse  pedir desculpas à mim mesma, porque não ter escrito  por tanto tempo e deixar de fazer uma das coisas que mais gosto na vida que é escrever, na verdade é uma espécie de castigo que acabei me  impondo  ainda que sem querer.

 Entrando no blog agora é que percebo o quanto de mim mesma existe aqui !!! Ainda que falando ora por metáforas, ora codificando pessoas ou situações, cada post fala de um momento importante de minha vida.

Mas andei a gestar idéias, como a lagarta no casulo, eu mais uma vez a transformar-me em outra de mim mesma.
Já fui tantas!!!

Mas neste momento, onde estou prestes a finalmente vestir "meus sapatinhos vermelhos" -
http://nacozinhadauci.blogspot.com/2009/08/onde-estao-meus-sapatos-vermelhos.html , (é, eu  descobri "quais são meus sapatinhos vermelhos", e ainda falarei mais deles em outro momento), estava recolhida dentro de mim, esperando, no casulo, como a borboleta que ressurge da lagarta após o período de pupa.

Qual das muitas mulheres que sou irá despertar desta vez de forma mais intensa??? E afinal, conseguirei reconhecê-la ainda que venha vestida de forma diferente a que estou acostumada?

Para que eu possa me reinventar, para que possa surgir uma nova pessoa dentro da mesma "casca", é necessário antes que se morra de alguma forma....

E a morte, nada mais é do que a forma que a vida inventou de dar mais uma chance de recomeço.
É a própria vida dizendo que um ciclo se completou, que aquela missão, aquela etapa de aprendizagem, contribuição e evolução, completou-se.
Mas que uma nova está prestes a recomeçar...sempre.




É como disse a "rosa" no livro do Pequeno Príncipe, de Saint Exupery :
(http://www.mayrink.g12.br/pp/Cap09.htm)







"-É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas."














Bolo gelado de abacaxi






Ingredientes:
1 abacaxi picado
6 colheres (sopa) de açúcar
1 massa de pão-de-ló de sua preferência


Creme:
1 lata de leite condensado
2 latas de leite de vaca
2 gemas
2 colheres (sopa) rasas de amido de milho
algumas gotas de extrato de baunilha
coco ralado para polvilhar


Forre o fundo de uma assadeira com o abacaxi picado e polvilhe açúcar sobre ele.
Bata uma massa de pão-de-ló e despeje sobre o abacaxi. Leve ao forno preaquecido para assar.
Retire o bolo do forno e vá preparar o creme.

Coloque todos os ingredientes do creme numa panela e leve ao fogo para engrossar. Fica um creme ralinho.Despeje o creme sobre o bolo assado e polvilhe coco ralado por cima. Espere esfriar, cubra com filme plástico e leve à geladeira de um dia para o outro.Sirva decorado com cerejas ao marasquino e folhas de hortelã.

Para o bolo usei uma receita de genoise (pão-de-ló) com 3 ovos, 100g de farinha de trigo, 100g de açúcar, 30g de manteiga sem sal, 15ml de leite e algumas gotas de extrato de baunilha.

Derreta a manteiga com o leite e a baunilha no microondas ou banho-maria. Bata os ovos com o açúcar até formar uma mistura fofa e clara, cerca de 15 minutos. Peneire a farinha e misture com delicadeza. Antes que a farinha seja toda incorporada, despeje a mistura líquida derretida e ainda quente sobre a massa. Termine de misturar com colher de silicone até a massa ficar lisa e brilhante. Despeje sobre o abacaxi e leve ao forno preaquecido a 180oC por cerca de 25 a 30 minutos.













segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A alma da dança

Todas as vezes que eu dançar será minha oração prá você....




"Dançar é minha prece mais pura
Momento em que o meu corpo vislumbra o divino,
Em que os meus sentimentos tocam o real
Religiosidade despida de exageros,
Desejo lascivo, bordado de plenitude
Através de meus movimentos posso chegar ao inatingível
Posso sentir por todos os corpos, abraçar com todo o coração,
E amar com os olhos
Cada gesto significativo desenha no espaço o infinito,
Pairando no ar, compreensão e admiração
Iniciar uma prece é como abrir uma porta
Um convite para você, para entrar no meu universo
O mágico contorna minha silhueta, ao mesmo tempo
Que lhe toco sem tocar
Nada a observar, só a participar
Esta prece ausente de palavras
É codificada pela alma
E faz-nos interagir, de maneira sublime e hipnótica
Quando eu terminar essa dança,
Estarei certa de que não seremos os mesmos."
(Merit Aton)
 
 
 
Esfiha
   
 




Massa
Ingredientes :
-100g de fermento biológico fresco ou 2 colheres (sopa) de fermento biológico instantâneo
-2 colheres (sopa) de açúcar
-1 colher (sopa) de sal
-1 xícara (chá) de óleo
-2 1/2 xícara (chá) de água morna
-1 kg de farinha de trigo aproximadamente

Recheio:

-1/2 xícara (chá) de óleo
-1kg de coxão mole moido
-2 cebolas grandes picadinhas
-3 tomates grandes picadinhos
-sal e pimenta-do-reino a gosto
-2 colheres (chá) de pimenta síria
-3 colheres (sopa) de tahine (pasta de gergelim)
-3/4 de xícara (chá) de iogurte natural
-2 colheres de (sopa) de concentrado de romã (é opcional, eu não usei)


Outros ingredientes:

-1 xícara (chá) de fubá
-1 xícara (chá) de farinha de trigo
-óleo para untar as assadeiras

Modo de Preparo

Massa:
Bata no liquidificador o fermento, açúcar, sal, óleo e água.Ponha em uma vasilha e adicione a farinha de trigo, aos poucos, misturando e amassando até obter uma massa lisa, macia e homogênea.
Faça bolinhas do tamanho de uma noz, e deixe descansar sobre uma superficie enfarinhada e coberta com plástico até dobrar de  volume, mais ou menos, 20 minutos. Enquanto isso faça o recheio.

Recheio:
Leve ao fogo a carne com o óleo e mexa até a carne ficar rosada. Tire do fogo e escorra o líquido que ficou na panela. Disponha a carne em uma vasilha e adicione o restante dos ingredientes e misture até fica homogêneo. O recheio está pronto para ser usado.


Montagem:
Pré-aqueça o forno em temperatura máxima, unte uma assadeira com óleo, misture a xícara de fubá e a de farinha em um prato. Depois passe as bolinhas de massa na farinha, abra em discos e arrume na assadeira.

Pegue uma porção do recheio e espalhe por cima do disco de massa, deixando uma beiradinha. Leve para assar até dourar, mais ou menos 15 minutos, dependendo da temperatura do forno. Sirva com fatias de limão, molho de pimenta e uma boa salada de pepino com coalhada.

RECHEIO DE RICOTA
200 gramas de ricota
Orégano
Sal

Misture todos os ingredientes em um refratário.

Dicas:
O segredo é justamente cozinhar a carne um pouco, antes de levar para assar.
Se quiser coloque uma vasilha com água no assoalho do forno ao assar as esfihas. Elas ficarão mais macias com o vapor.


Ah! ia esquecendo...Adoro comida "perfumada"!!!Dessas que dá vontade de "comer o cheiro"! 
E o aroma desta esfirra é de fazer babar mesmo!!!! Teve gente aqui em casa que queria comer só o recheio !!!! e antes mesmo de assar!! Imagina!!!!




quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Amores silenciosos

Cena do filme "Um amor para recordar"

É de se supor que, quem tem blog, é porque gosta de escrever.
No meu caso, isso é verdadeiro, escrever me dá um prazer enorme, daqueles de ficar com sorrisão estampado no rosto... carinha de alegria e realização.
Que me importa se não ganho nada com isso, e nem tão pouco importa se quase ninguém lê. Existem coisas na vida, que se faz para se sentir bem consigo mesma, como um presente que se dá para si.
Esse blog é meu presente pra mim, e acaba sendo também um presente que ofereço à todos que o lêem. E é por isso, que desta vez abrirei uma exceção e postarei ao invés de palavras minhas, um texto do Contardo Galligaris que gostaria de dividir com vocês! Como um presentinho mesmo, feito de palavras, sentimentos, emoções...
Então, lá vai:




Amores silenciosos
por Contardo Calligaris


A gente se declara apaixonado porque está apaixonado ou pelo prazer de se apaixonar?
FAZER E RECEBER declarações de amor é quase sempre prazeroso.

O mesmo vale, aliás, para todos os sentimentos: mesmo quando dizemos a alguém, olho no olho, "Eu te odeio", o medo da brutalidade de nossas palavras não exclui uma forma selvagem de prazer.De fato, há um prazer na própria intensidade dos sentimentos; por isso, desconfio um pouco das palavras com as quais os manifestamos.

Tomando o exemplo do amor, nunca sei se a gente se declara apaixonado porque, de fato, ama ou, então, diz que está apaixonado pelo prazer de se apaixonar. Simplificando, há duas grandes categorias de expressões: constatativas e performativas. Se digo "Está chovendo", a frase pode ser verdadeira se estamos num dia de chuva ou falsa se faz sol; de qualquer forma, mentindo ou não, é uma frase que descreve, constata um fato que não depende dela. Se digo "Eu declaro a guerra", minha declaração será legítima se eu for imperador ou será um capricho da imaginação se eu for simples cidadão; de qualquer forma, capricho ou não, é uma frase que não constata, mas produz (ou quer produzir) um fato. Se eu tiver a autoridade necessária, a guerra estará declarada porque eu disse que declarei a guerra. Minha "performance" discursiva é o próprio acontecimento do qual se trata (a declaração de guerra). Pois bem, nunca sei se as declarações de amor são constatativas ("Digo que amo porque constato que amo") ou performativas ("Aca- bo amando à força de dizer que amo"). E isso se aplica à maioria dos sentimentos.
Recentemente, uma jovem, por quem tenho estima e carinho, confiava-me sua dor pela separação que ela estava vivendo. Ao escutá-la, eu pensava que expressar seus sentimentos devia ser, para ela, um alívio, mas que, de uma certa forma, seria melhor se ela não falasse. Por quê? Justamente, era como se a falta do namorado (de quem ela tinha se separado por várias e boas razões), a sensação de perda etc. fossem intensificadas por suas palavras, e talvez mais que intensificadas: produzidas. É uma experiência comum: externamos nossos sentimentos para vivê-los mais intensamente -para encontrar as lágrimas que, sem isso, não jorrariam ou a alegria que talvez, sem isso, fosse menor.

Nada contra: sou a favor da intensidade das experiências, mesmo das dolorosas. Mas há dois problemas. O primeiro é que o entusiasmo com o qual expressamos nossos sentimentos pode simplificá-los. Ao declarar meu amor, por exemplo, esqueço conflitos e nuances. No entusiasmo do "te amo", deixo de lado complementos incômodos ("Te amo, assim como amo outras e outros" ou "Te amo, aqui, agora, só sob este céu") e adversativas que atrapalhariam a declaração com o peso do passado ou a urgência de sonhos nos quais o amor que declaro não se enquadra.

O segundo problema é que nossa verborragia amorosa atropela o outro. A complexidade de seus sentimentos se perde na simplificação dos nossos, e sua resposta ("Também te amo"), de repente, não vale mais nada ("Eu disse primeiro").

Por isso, no fundo, meu ideal de relação amorosa é silencioso, contido, pudico. Para contrabalançar os romances e filmes em que o amor triunfa ao ser dito e redito, como um performativo que inventa e força o sentimento, sugiro dois extraordinários romances breves, de Alessandro Baricco, o escritor italiano que estará na Festa Literária Internacional de Parati, na próxima semana: "Seda" e "Sem Sangue" (ambos Companhia das Letras). Nos dois, a intensidade do amor se impõe com uma extrema economia de palavras ("Sem Sangue") ou sem palavra nenhuma ("Seda"). Nos dois, o silêncio permite que o amor vingue -apesar de ele não poder ser dito ou talvez por isso mesmo.
No caso de "Seda": te amo em silêncio porque te encontro ao limite extremo de uma viagem ao fim do mundo, indissociavelmente ligada a um outro, e nem sei falar tua língua. Você me ama em silêncio porque sou outro: uma aparição efêmera, uma ave migrante. No caso de "Sem Sangue": te amo, e não há como falar disso porque te dei e te tirei a vida. E você me ama pelas mesmas razões pelas quais poderia e deveria querer me matar (os leitores entenderão).

Nos dois romances, a ausência da fala amorosa acaba sendo um presente que os amantes se fazem reciprocamente, uma forma extrema (e freqüentemente perdida) de respeito pela complexidade de nossos sentimentos e dos sentimentos do outro que amamos.

Publicado originalmente na Folha de São Paulo de 26.06.08



RONDELLI DE RICOTA E PASSAS AO MOLHO BECHAMEL

 


Ingredientes
Massa:
500 g de farinha de trigo.
5 ovos.
1 pitada de sal.

Recheio:
600 g de ricota amassada.
150 g de passas brancas.
150 g de nozes picadas.
Sal e salsinha picada a gosto.
4 xícaras (chá) de molho branco

Modo de preparo
Em uma superfície lisa faça um monte com a farinha de trigo. Abra uma cavidade no centro e ponha os ovos e o sal. Misture os ovos com a farinha e amasse bem com as mãos até formar uma massa uniforme. Deixe descansar por 30 minutos. Corte a massa em pedaços, abra-a com um rolo de macarrão, em retângulos de 20 cm x 40 cm e coloque-a sobre um filme plástico. Reserve.Em uma tigela misture a ricota, as passas e as nozes. Tempere com o sal e a salsinha picada, espalhe sobre a massa e enrole a massa como um rocambole. Embrulhe bem a massa como uma bala grande e ponha-a em uma panela com água fervente. Cozinhe por cinco minutos. Retire do fogo, deixe esfriar, corte-a em fatias médias e disponha-as em um refratário untado. Regue com o molho e leve ao forno médio pré-aquecido por 20 minutos. Sirva com queijo ralado.
Dica: Para dar um toque de sabor, acrescente noz-moscada ao temperar a ricota.



Ah! Como tenho uma Julinha em casa, aproveitei a massa para fazer alguns rondellis só com queijo e presunto dentro, já que o paladar das crianças pede algo mais simples.
Passarei aqui a melhor receita de Molho branco que eu já fiz na vida!! Fica cremosa, na consistência exata e com um sabor delicioso!!!
Molho Branco (Bechamel):
. 70g de manteiga
. 1/4 de xícara (chá) de farinha de trigo
. 400ml de leite. 100g de queijo parmesão ralado
. Noz moscada ralada a gosto
. Sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo
Em uma panela, aqueça a manteiga, adicione a farinha de trigo e mexa bem até os ingredientes se integrarem. Junte aos poucos o leite quente sem parar de mexer. Acrescente o queijo, o sal, a pimenta, a noz moscada e cozinhe no fogo brando, até começar a engrossar. Desligue o fogo e reserve.





Música do filme Um Amor Para Recordar



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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mudar dói, não mudar dói muito...



O URSO FAMINTO


Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira ardendo em brasas e dela tirou um panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.
Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina... Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.

“ O URSO FAMINTO”


César Romão ( do livro "Tudo vai dar certo")




Ao terminar de ler a história fiquei com a imagem do urso morto. Com expressão de uivo e de dor, mas ainda firmemente agarrado a panela.

A quantas coisas nos agarramos como o urso à panela, coisas que julgamos tão importantes para nós que nos achamos incapazes de largar. Sentimos que dói, agonizamos as vezes até, mas ao invés de apenas soltar, nos agarramos ainda mais a origem da dor.

Pior ainda são aquelas dores que nos acostumamos a sentir,as que nos conformamos em conviver.
A dor passa a ser tão parte de nós que nem sequer conseguimos identificar quem sou eu e o que é a dor.
Quem eu serei se abandoná-la? Como eu serei?

Muitas vezes a única coisa que tememos é a mudança. Preferimos nos agarrar a velhos padrões de relacionamento, de sentimentos, de comportamentos...porque ainda que doa, é um caminho já trilhado, conhecido, sem surpresas...

Se pudéssemos perceber que as vezes, só o que temos que fazer é soltar, deixar ir,abrir os braços e sentir todo o vazio deles.

A princípio a falta da dor, é o que irá doer. Sentiremos falta dela, porque nos acostumamos a ela. Mas com o tempo, talvez percebamos que braços que se abrem e deixam ir são mais leves, podem descrever movimentos delicados como os das mãos das bailarinas de dança do ventre, porque são livres, e porque principalmente sabem deixar livres também.
As mudanças acontecem a todo momento, e elas já estão acontecendo indepentemente da sua vontade, simplesmente porque é uma das leis universais da vida. Porque tudo é impermanente, tudo muda, e nada nos pertence de verdade, assim como sequer nos pertecemos a nós mesmos.

Então, da próxima vez que se perceber agarrado à panela, experimente observar seus sentimentos, substitua a imagem do urso agarrado a panela por braços abertos, cheios de todo vazio necessário à todas as mudanças realmente importantes.
Braços que deixam ir, mãos que descrevem no ar o suave e delicado movimento do desapego. Braços abertos que podem ser preenchidos por outras experiências, talvez menos doloridas, ou talvez mais, quem sabe, mas com certeza, membros que terão tido a coragem de aceitar a mudança como parte natural da vida.


É como diz Osvaldo Montenegro na música:


MUDAR DÓI, NÃO MUDAR DÓI MAIS AINDA!!!







TORTA DE PÃO DE FORMA


Ingredientes:

1 Pacote de Pão de Forma Sem Casca
300gr de Queijo Mussarela
300gr de Presunto
2 copos de requeijão
1 lata de creme de leite
2 tomates
3 colheres de leite
orégano
pimenta
sal a gosto
1 Pacote Batata Palha.

Modo de Preparo

Molho:
Em uma tigela coloque os dois copos de requeijão, o creme de leite, as 3 colheres de leite, sal, pimenta e o orégano, misture bem ate que fique um creme, e reserve. Em uma travessa unte com margarina e forre o fundo da travessa com o pão, em seguida espalhe um pouco do creme no pão e coloque uma camada de queijo e outra de presunto, coloque os tomates cortados em fatias, repita novamente a camada,quando cobrir o tomate com o pão espalhe o restante do creme no pão e cubra com batata palha. Coloque no forno por 25 minutos ou até ficar dourado. Sirva a seguir.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Bolo de Maçã e Canela



O Açúcar

"Uns olhos de amêndoas cor de noz-moscada
As mãos amaciadas pelo leite de mamão
Descasca, pica, rala, cozinha
Ao som das cigarras e já é quase abril
Crianças na escola
O telefone tão quieto
O vapor da chaleira e um fio de suor
A campainha não toca, mas a porta se abre
Dos fundos, devagar e rangendo
Como rangem os dentes, expectativa ardil
Dois botões se abrem
A saia sobe, justa demais
Mais dois botões e aponta o umbigo
Poça d`água febril na tarde fugaz
Aumenta o fogo, a calda engrossou
Besunta os biscoitos tão bem casados quanto um dia ela foi
Salpica a canela, o açúcar e a água de rosas
Fecha a cortina
O doce encorpa
E o suspiro desanda
Entre mudos gemidos
São quase seis, as cigarras cessam
Ela ajeita a saia,
E abre a cortina
O marido chega,
O amante sai,
Mas a cozinha continua."
(A Doceira, Jussara Machado.)
Extraído do Livro Cozinhando com os Deuses - de Jussara Machado



Bolo de Maçã e Canela




INGREDIENTES:

2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
1 xícara de óleo
1 colher (sopa) de fermento
1 colher (sopa) de canela em pó
3 ovos
3 maçãs grandes

PREPARO:

As maçãs devem ser descascadas, as cascas serão batidas no liquidificador, e as maçãs descascadas devem ser cortadas em pedaços, e reservadas, para que sejam colocadas no final.Bater no liquidificador os ovos, o óleo, o açúcar e as cascas da maçã, adicionar esta mistura ao restante dos ingredientes numa tigela (exceto o fermento e os pedaços de maçã), misturar até que se torne um creme homogeneo, acrescentar o fermento, mexer um pouco e por último, misturar na massa as maçãs cortadas em cubos.Untar a forma com açúcar e canela.Levar ao forno em temperatura média por 40 min.
Ah! Imagina que esqueceria de contar! encontrei esta receita deliciosa no blog DELÍCIAS DA VIDA:
Um bloguinho prá lá de simpático com receitas fáceis e realmente deliciosas!

sábado, 1 de agosto de 2009

Onde estão meus sapatos vermelhos?

Muitos dos contos de fadas que nos foram contados quando crianças, utilizam-se de simbolismos para atingir a psiquê infantil. Desta forma, através dos contos, as crianças tem condições de elaborar os mais diversos sentimentos.

Existe um livro que gosto muito, chamado "A psicanálise dos contos de fadas"(Bruno Betelhein), embora não seja tão novo, suas verdades continuam tão válidas hoje quanto nos tempos do "Era uma vez". A "Arte de contar histórias", tem fundamental importância na formação das crianças, e portanto, deveria ser resgatada.

Mas agora irei contar aqui uma história do folclore europeu, dessas que se passam de mãe para filha, e que nos é entregue como um raro tesouro, de geração à geração, assim como aquelas receitas mais secretas que nos foram passadas por nossas avós.



VOCÊ JÁ DESEJOU MUITO ALGUMA COISA OU ALGUÉM ?








Um desejo tão intenso que seria capaz de abrir mão de qualquer coisa para ter o "objeto" deste desejo?



Vamos imaginar que o que você deseja seja um lindo par de sapatinhos vermelhos, e vejamos no que vai dar. Depois iremos refletir sobre nossos desejos reais e falsos.Onde se encontram nossos desejos e a nossa capacidade de escolha.

Estão prontos?
Então vamos lá:






OS SAPATOS VERMELHOS

ERA UMA VEZ ...uma menina pobre e sozinha, tão pobre que nem sapatos tinha. Ela morava em uma cabana, na floresta, e seu grande sonho era ter um par de sapatos vermelhos. Por isso, foi guardando todos os trapos vermelhos que encontrava, até que conseguiu fazer um par de sapatos vermelhos de pano.Ela adorava seus sapatos, usá-los fazia com que se sentisse feliz, mesmo tendo que passar os dias procurando frutas e nozes para comer, no bosque solitário onde vivia.
UM DIA .... ela estava andando por uma estrada, quando passou uma velha muito rica, em uma carruagem dourada. A velha parou ao lado da menina, e disse "vou leva-la para minha casa, e cria-la como minha filha". Pobre e sem esperanças, a menina aceitou o convite e foi morar na casa da velha senhora.Ao chegar, os criados lhe deram banho, pentearam, cortaram o cabelo e vestiram com roupas novas e muito bonitas. Animada com as coisas novas, a menina nem se lembrou dos trapos que usava, nem do seus adorados sapatinhos vermelhos. Quando, passados alguns meses, perguntou sobre eles aos criados, foi informada que a senhora havia jogado tudo no fogo, dizendo que as roupas eram imundas e os sapatos eram ridículos.A menina ficou muito triste, porque adorava os seus sapatinhos vermelhos. Além disso, a vida nova tinha perdido todo o encanto. Ela era obrigada a ficar sentada, quietinha, o dia todo. Não podia comer com as mãos. Não podia correr ou pular, ou rolar na grama. E, quanto mais o tempo passava, mais falta ela sentia de seus lindos sapatinhos vermelhos. Mais importantes eles se tornavam.



O TEMPO PASSOU ...e chegou o dia de ser crismada - porque a velha senhora era muito religiosa e fazia questão de que a menina recebesse esse sacramento. Essa era uma grande ocasião para ela, que queria que a menina se apresentasse impecável na igreja. Costureiras foram chamadas para fazer o vestido. E a senhora levou a menina a um velho sapateiro aleijado, que era considerado muito bom, para fazer um par de sapatos novos para a ocasião especial.Na vitrine do sapateiro havia um lindo par de sapatos vermelhos, do melhor couro. A menina escolheu os sapatos vermelhos, e a velha senhora, coitada, que enxergava tão mal que nem podia distinguir as cores, deixou que ela os levasse. O velho sapateiro, conivente, piscou para a menina e embrulhou os sapatos.A entrada da menina na igreja, no dia seguinte, foi um escândalo. Todos olhavam para os sapatos vermelhos da menina. Como alguém podia se apresentar para a crisma com uns sapatos tão indecentes? A menina, entretanto, achava seus sapatos mais lindos do que qualquer coisa.Quando chegou em casa, a tempestade estava armada. A velha senhora, que havia ouvido todos os comentários maldosos, proibiu a menina de usar novamente os tais sapatos."Nunca volte a usar os sapatos vermelhos"!, ordenou, furiosa.A menina, entretanto, estava fascinada pelos sapatos. No domingo seguinte, quando foi a missa de novo, colocou os sapatos - e, novamente, a velha senhora não percebeu de que se tratava, pois enxergava muito mal.Na entrada do templo, havia um velho soldado ruivo, com o braço enfaixado. Ele se reclinou em frente à menina, dizendo "posso tirar o pó de seus lindos sapatos"? A menina, toda orgulhosa, deixou que ele o fizesse. Enquanto limpava os sapatos, ele disse para a menina "não se esqueça de ficar para o baile", e cantou uma musiquinha alegre.Novamente, se repetiu a desaprovação de todos dentro da Igreja. A menina, fascinada com seus sapatos, nem ligava. Não escutava a missa, não via ninguém. Só olhava para seus lindos sapatos vermelhos.Na saída, o velho soldado disse para a menina "que belas sapatilhas para dançar". E a menina, mesmo sem querer, começou a rodopiar ali mesmo.



SEM PARAR...ela continuou dançando, dando voltas, fazendo piruetas. Todos corriam atrás, assustados. O cocheiro da velha senhora tentou alcançá-la, mas foi em vão. Finalmente, um grupo de pessoas conseguiu segurá-la, e o cocheiro arrancou os sapatos vermelhos, com grande dificuldade, dos pés da menina.Ao chegar em casa, a velha senhora guardou os sapatos no fundo do armário, e disse para a menina "agora me ouça, nunca mais use esses malditos sapatos vermelhos". A menina, entretanto, não conseguia parar de pensar nos sapatos. Muitas vezes abria o armário, e ficava espiando os seus lindos sapatinhos vermelhos.Algum tempo depois a velha senhora adoeceu. A menina, que já tinha que se comportar e ficar quieta, agora tinha que andar na ponta dos pés pela casa, para não perturbar. Estava enjoada, entediada. E não resistiu.



ABRIU O ARMÁRIO ...e pôs nos pés os sapatos vermelhos. Imediatamente, começou a dançar, rodopiar, bailar. Era como se os sapatos a guiassem. Eles a levavam, dançando, para onde queriam. E assim ela saiu de casa, dançando, e atravessou a propriedade, dançando, e chegou na floresta, dançando.Na entrada da floresta, estava o velho soldado que havia encontrado na porta da igreja no dia da crisma.Ele estava encostado em uma árvore, e a saudou, repetindo "puxa, que lindos sapatos para dançar"! E lá se foi a menina, dançando, atravessando campos e cidades. Exausta, tentava, vez por outra, arrancá-los. Mas não conseguia.Dançando, dançando, dançando, foi-se a menina pelo mundo. Tentou entrar em uma igreja para se benzer, mas o sacristão disse-lhe que não poderia, pois seus sapatos eram malditos. Tentou se aproximar de alguém, mas a maioria não queria ajudá-la, com medo de sua maldição. E os poucos que o faziam não conseguiam arrancar os sapatos malditos dos seus pés.Por fim, exausta, a menina procurou o carrasco de uma aldeia, e lhe implorou que cortasse os sapatos. O carrasco tentou, mas não conseguiu. Desesperada, a menina disse "então corte-me os pés, não posso viver dançando". O carrasco, penalizado e implorando perdão a ela e a Deus, cortou seus pés, com lágrimas nos olhos. E os seus pés, com sapatinhos vermelhos e tudo, continuaram dançando, dançando, dançando, pelo mundo afora.



AGORA A MENINA ERA UMA POBRE ALEIJADA ... e teve que aprender a viver dessa maneira. Sem sapatos vermelhos, e trabalhando como criada.






A menina, apesar de muito pobre e sozinha, conseguia ser feliz com seu par de sapatos de retalhos. Ao trocar sua vida por uma supostamente mais compensatória, viu-se um belo dia frustrada, à procura de seu velho par de sapatos de retalhos. Como não pôde encontrar os sapatos verdadeiros, agarrou-se a um par de sapatos de verniz na tentativa de satisfazer a falta que os seus verdadeiros sapatos lhe faziam.


O que são os retalhos?
Os retalhos são a nossa capacidade criativa, que nos permitem construir nossas melhores obras e concretizar nossos maiores desejos.

Quem abandona aquilo que realmente quer por algo que pensa que quer, ou ainda por algum apelo de alguém ou da sociedade, fatalmente irá sofrer.Quem abre mão de suas habilidades em função do que os outros querem, e dá as costas para o que construiu, está fadado a viver procurando substitutos para aquilo que abandonou.

Um dia depois de uma vida entendiada, a menina encontra algo que se assemelha aos seus sapatos de retalhos, e passa a desejar aqueles sapatos de verniz com toda a intensidade.



E, por que ela os deseja com tanta intensidade ?



Porque acredita que os sapatos de verniz serão capazes de lhe dar toda a felicidade que os antigos sapatos lhe proporcionavam.



Os sapatos de retalhos representam a sua alma, a sua capacidade de criar, e ela quer a sua alma de volta.



Mas aqueles não são os seus sapatinhos, e ela os irá usar mal e nas ocasiões erradas.A cada erro, ela é advertida. Mas não ouve, e prossegue no caminho que, no final, irá levá-la à desgraça total - a de ter que cortar os seus pés.Pense bem, quantas mulheres você conheceu que eram criativas, inteligentes, admiráveis, e abriram mão disso tudo para atender aos desígnios da sociedade?

Quantas casaram porque "todo mundo casa", tiveram filhos "porque é o certo", deixaram suas carreiras de lado "porque era necessário"? Essas são as meninas que, mais cedo ou mais tarde, estarão dançando com os sapatinhos vermelhos errados. E os sapatinhos serão sempre algo que parece que trará a felicidade, mas que não traz. Serão o regime que as fará bonitas e que trará o desejo do marido de volta, serão o o vestido que fará com que chamem a atenção na festa, serão o amante que trará o sentimento de felicidade que há muito tempo falta em suas vidas.

Mas não é nem preciso levar a coisa a esses extremos. Todas nós temos nossos sapatinhos vermelhos de verniz. Quando abrimos mão de nossos desejos para atender aos de todas as outras pessoas da família, do trabalho ou da sociedade, estamos preparando o terreno para que surjam perigosos sapatinhos vermelhos de verniz, substitutos que não irão suprir as nossas necessidades mais íntimas.

Felizmente, todas nós temos, dentro de nós, os nossos trapinhos vermelhos, que permitem que façamos os nossos próprios sapatinhos. E a história nos alerta - veja bem, não abra mão do seu destino e de seus desejos, obras e qualidades, ou estará condenada a dançar com os sapatos alheios até ter que cortar os pés.





E você, já sabe quais são os seus sapatos de retalhos?











Ingredientes:
2 postas de salmão
cheiro verde
salsa
cebolinha
limão à gosto
Modo de Preparo
Eu peguei várias receitas e juntei o que eu mais gosto neste salmão. Primeiro forrei uma assadeira com papel alumínio, untei com azeite, fiz uma "caminha" com fatias finas de batata crua. Temperei o filé com sal e coloquei por cima das batatas. Por fim, coloquei as cebolinhas e salsinhas picadas e reguei com azeite. Cobri tudo com papel alumínio e levei ao forno para assar (mais ou menos meia hora).
Sirva com arroz branco.